Nós mesmos somos implacáveis conosco

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A mordida do jogador Suárez, na partida entre Uruguai e Itália, nos faz refletir a que ponto alguém pode chegar em momentos de pressão. Nas empresas, pessoas também agem de forma insana em situações extremas. Essas atitudes causam sérios danos a suas carreiras e aos indivíduos ao seu redor.

 

O mundo sempre requer mais de todos. As novas tecnologias nos pressionam a um processo permanente e, por vezes, desconfortável de aprendizado contínuo.

 

Os chefes solicitam cada vez mais trabalho em menor tempo, e nem sempre fornecem os recursos necessários. Boa parte dos funcionários é mal educada pelas famílias e escolas, e não está preparada para ser liderada e trabalhar em equipe. E, finalmente, nós mesmos somos implacáveis conosco.

 

Achamos que nunca somos bons o suficiente e que outros são melhores.

 

Isso tudo acarreta uma vida profissional de adversidades sucessivas e que alcança níveis insuportáveis de pressão e estresse. É quando as condições nos levam a um esgotamento que pode ser não só físico e mental, mas também emocional.

 

A causa disso é que somos muito focados em nosso desenvolvimento intelectual, mas nos esquecemos de que, no longo prazo, precisamos dominar também nossas emoções. São elas que, em desequilíbrio, nos levam a ações que prejudicarão de forma decisiva nossa carreira, e também as pessoas que convivem conosco – no trabalho e em casa.

 

A solução passa, necessariamente, pelo autoconhecimento. Você não entra em uma academia de ginástica e inicia seu treino com pesos de 80 kg. Primeiro você faz uma avaliação médica, depois começa seu desenvolvimento com pesos menores e, paulatinamente, aumenta a carga.

 

Do mesmo modo, se você é sério a respeito de seu desenvolvimento emocional, deve ser capaz de perceber que precisa se aprimorar. Pedir e ouvir com atenção feedbacks a seu respeito quando está sob pressão. Como você se comporta quando as coisas vão mal? O que você faz quando erra? E quando o mercado ou a empresa está em crise, você chama a responsabilidade para si, foge ou culpa os outros pelos acontecimentos?

 

Com esses feedbacks, você pode pedir a avaliação de profissionais de recursos humanos, consultores da área ou de um psicólogo. Nos casos mais leves, nos quais o descontrole emocional deriva de sua falta de método para lidar com a agenda, a gestão de pessoas e de operações, utilize o auxílio de um mentor ou de um coach. Eles contribuirão para que você aprenda a utilizar as melhores práticas com as questões de liderança, e mesmo com as emoções derivadas de crenças improdutivas. Para as questões mais profundas, relacionadas a traumas do passado, por exemplo, você precisará de um profissional habilitado, nesse caso um psicólogo ou psiquiatra.

 

O importante é que você seja capaz de, paulatinamente, lidar com mais adversidades e estresse. Afinal, quanto maior sua posição na empresa, maior a responsabilidade. Não tenha ilusões: sentar na cadeira de um diretor-presidente não é para qualquer um. Não é por acaso que vemos muitos executivos com sérios problemas para conduzir com equilíbrio a vida profissional e pessoal. Nenhum caminho é fácil, mas, sozinho, é muito mais difícil.

 

Um bom líder sabe que deve desenvolver sua inteligência emocional e auxiliar os demais a fazer o mesmo. Para isso, precisa ter um profundo interesse sobre como aprimorar sua comunicação, seu comportamento e o relacionamento com as pessoas. Principalmente em momentos de estresse.

 

Ignorar seus limites emocionais é um caminho desastroso. Desenvolver-se e expandi-los é uma escolha madura, excelente para gerar resultados duradouros e ter sucesso profissional e na vida particular. Acredite, as pessoas que convivem com você agradecerão muito por isso!

 

Vamos em frente!

 

Fonte: OlharDigital.com.br